Prova · ENARE Pré-Requisito Cirurgia de Cabeça e Pescoço 2026

Prova ENARE Pré-Requisito Cirurgia de Cabeça e Pescoço 2026: questões por disciplina

As 40 questões da prova 2026 do ENARE Pré-Requisito Cirurgia de Cabeça e Pescoço, organizadas por disciplina para Residência Médica. Veja o que mais caiu e treine de graça com correção e comentário.

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O que caiu na prova 2026

Questões da prova ENARE Pré-Requisito Cirurgia de Cabeça e Pescoço 2026

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ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 1Cirurgia GeralSarcoma retroperitonealDificil
Você recebe, em seu hospital, um paciente do sexo masculino, 58 anos, previamente hígido, que é encaminhado por médico assistente de uma clínica da família, após queixas inespecíficas de desconforto abdominal e sensação de massa no flanco esquerdo. Ao exame físico, apresenta abaulamento em flanco esquerdo, indolor, profundo e mal delimitado. Tomografia computadorizada de abdome e pelve evidencia massa retroperitoneal de grandes dimensões, heterogênea, com áreas de necrose central, deslocando estruturas adjacentes, sem sinais claros de invasão de órgãos. Não há metástases à distância identificadas. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada será
  1. A)biópsia percutânea guiada por TC para diagnóstico histológico e posterior quimioterapia.
  2. B)ressecção cirúrgica ampla com margens negativas, sem biópsia prévia.
  3. C)início de radioterapia externa com controle radiológico seriado
  4. D)quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia para reduzir o volume tumoral.
  5. E)ressecção cirúrgica limitada ao tumor visível, poupando estruturas adjacentes.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 2Cirurgia GeralHiperaldosteronismo primárioDificil
No ambulatório de um grande hospital, dá entrada uma mulher de 37 anos. Ela apresenta hipertensão arterial resistente ao uso de três anti-hipertensivos, associada a episódios de fraqueza muscular e câimbras. Os exames laboratoriais revelam hipocalemia e alcalose metabólica. A dosagem da atividade de renina plasmática está suprimida e a aldosterona plasmática encontra-se elevada. A tomografia computadorizada de abdome mostra nódulo de 1,5 cm na glândula adrenal esquerda. Nesse caso, a melhor conduta para confirmação diagnóstica é
  1. A)iniciar espironolactona e monitorar resposta clínica, sem necessidade de confirmação adicional.
  2. B)realizar cintilografia com MIBG para avaliar atividade funcional do tumor.
  3. C)proceder à amostragem venosa adrenal bilateral antes de indicar cirurgia.
  4. D)realizar adrenalectomia laparoscópica esquerda baseada no achado tomográfico.
  5. E)repetir dosagem hormonal após suspensão dos antihipertensivos por 30 dias.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 3Cirurgia GeralCarcinoma adrenocorticalDificil
Paciente do sexo feminino, 29 anos, apresenta quadro progressivo de irregularidade menstrual, hirsutismo acentuado, acne de difícil controle e aumento de massa muscular nos últimos 6 meses. Ao exame físico, observa-se voz grossa, alopecia frontal e clitoromegalia. Os exames laboratoriais mostram elevação importante de androgênios séricos (DHEA-S e testosterona total), além de níveis elevados de 17-hidroxiprogesterona. Tomografia computadorizada de abdome revela massa adrenal direita de 8,1 cm, heterogênea, com áreas de necrose e calcificações. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada será
  1. A)aguardar avaliação genética para hiperplasia adrenal congênita antes de intervir.
  2. B)iniciar tratamento com anticoncepcionais e antiandrogênicos e reavaliar em 6 meses.
  3. C)realizar biópsia percutânea da massa para confirmar o diagnóstico histológico.
  4. D)indicar ressecção cirúrgica aberta da adrenal com margem oncológica ampla.
  5. E)realizar adrenalectomia laparoscópica para ressecção tumoral.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 4Cirurgia GeralNódulo TireoidianoMedia
Uma mulher de 52 anos, apresenta nódulo sólido na região anterior do pescoço detectado em exame clínico de rotina. Ultrassonografia de tireoide revela nódulo de 2,8 cm, sólido, hipoecoico, com bordas regulares, sem calcificações. PAAF guiada por USG foi realizada, com resultado compatível com Bethesda IV (neoplasia folicular). Os níveis de TSH são normais, e não há linfonodomegalias cervicais. A conduta mais apropriada nesse caso será
  1. A)observação clínica com repetição da PAAF em 6 a 12 meses.
  2. B)tireoidectomia total com esvaziamento cervical terapêutico.
  3. C)lobectomia da glândula tireoide para diagnóstico definitivo.
  4. D)Iodoterapia empírica seguida de monitoramento hormonal.
  5. E)biópsia por agulha grossa para confirmar invasão capsular antes da cirurgia.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 5Cirurgia GeralHérnia inguinalFacil
Homem de 62 anos, com história de aumento progressivo de volume em região inguinal direita há mais de dois anos, procura atendimento ambulatorial. Refere que o abaulamento desce até o escroto, é indolor, aumentava com esforço físico e se reduz espontaneamente ao deitar-se. Nega episódios de dor súbita, náuseas ou sinais de obstrução intestinal. Ao exame físico, observa-se hérnia inguinoescrotal direita, com anel inguinal interno alargado e conteúdo redutível. O restante do exame físico e os exames laboratoriais pré-operatórios são normais. A conduta mais adequada para esse paciente será
  1. A)observar clinicamente, pois não há sinais de encarceramento ou obstrução.
  2. B)indicar hernioplastia eletiva, preferencialmente por via anterior com tela.
  3. C)iniciar antibioticoterapia e repetir avaliação em 30 dias.
  4. D)solicitar tomografia antes de indicar cirurgia, pois a clínica é inconclusiva.
  5. E)realizar cirurgia de urgência por risco iminente de estrangulamento.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 6Cirurgia GeralHérnia femoral encarceradaMedia
Mulher de 68 anos, com história prévia de hérnia crural direita não tratada, é levada ao pronto-socorro com dor em fossa ilíaca direita, náuseas e sensação de distensão abdominal há 24 horas. Nega vômitos ou parada total de eliminação de gases e fezes. Ao exame físico, apresenta massa dolorosa e pouco reduzível em região inguinal direita, com dor localizada, sem sinais francos de peritonite. Ruídos hidroaéreos presentes. Exames laboratoriais mostram leucocitose (14.000/mm³) e PCR elevada. A tomografia evidenciou alça intestinal com parede espessada herniando parcialmente pelo canal femoral, sem dilatação significativa de alças proximais. Nesse caso, a conduta mais apropriada será
  1. A)tratamento conservador com analgesia e vigilância clínica.
  2. B)redução manual da hérnia com sedação e reavaliação ambulatorial.
  3. C)cirurgia de urgência com abordagem da hérnia e avaliação de viabilidade intestinal.
  4. D)antibioticoterapia de amplo espectro e dieta zero por 72 horas.
  5. E)CPRE urgente para alívio da compressão mecânica intestinal.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 7Cirurgia GeralHérnia inguinal recidivadaMedia
Homem de 71 anos, com antecedentes de duas cirurgias prévias para correção de hérnia inguinal direita, apresenta novamente abaulamento em região inguinal ipsilateral, que aumenta ao esforço e reduz parcialmente ao repouso. Relata desconforto local progressivo, mas nega sintomas obstrutivos ou dor aguda. Ao exame físico, observa-se hérnia recidivada inguinal direita, que se estende parcialmente até o escroto. A tomografia de abdome confirma hérnia inguinal recorrente com componentes direto e indireto, sem sinais de encarceramento. Funções pulmonar e cardíaca estão compensadas. Para esse paciente, a melhor abordagem terapêutica será
  1. A)indicar correção cirúrgica por via posterior (pré-peritoneal), preferencialmente videolaparoscópica.
  2. B)realizar nova hernioplastia anterior com tela pela técnica de Lichtenstein.
  3. C)optar por tratamento conservador com suporte inguinal e vigilância semestral.
  4. D)indicar ressecção intestinal profilática, dado o risco de estrangulamento.
  5. E)utilizar sistema de plugue e tela pela via anterior para evitar manipulação peritoneal.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 8Cirurgia GeralPancreatite aguda biliarMedia
Homem de 47 anos, previamente saudável, procura o prontosocorro com dor epigástrica intensa irradiando para dorso, associada a náuseas e vômitos. Relata episódio semelhante leve há 2 meses. Exame físico mostra dor epigástrica à palpação profunda, sem sinais de irritação peritoneal. Temperatura 37,5 C, FC 102 bpm, PA 110/70 mmHg. Exames laboratoriais mostram: amilase 1.200 U/L (VR < 120), lipase 1.800 U/L (VR < 160), leucócitos 13.000/mm³. Ultrassonografia abdominal revela vesícula biliar com múltiplos cálculos e colédoco de 8 mm, sem sinais de dilatação intra-hepática. Das condutas a seguir, a mais apropriada nesse momento será
  1. A)realizar CPRE de urgência para desobstrução biliar.
  2. B)iniciar antibiótico e programar colecistectomia eletiva em 3 meses
  3. C)iniciar nutrição parenteral total e jejum prolongado até normalização das enzimas pancreáticas.
  4. D)encaminhar para ressonância magnética e repetir exames laboratoriais em 72 horas.
  5. E)internar para suporte clínico e programar colecistectomia laparoscópica durante a mesma internação.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 9Cirurgia GeralColedocolitíase e síndrome colestáticaMedia
Uma mulher de 52 anos apresenta-se com icterícia leve, colúria, prurido e dor em hipocôndrio direito, intermitente, com duração de cerca de 2 horas por episódio, geralmente após refeições gordurosas. Refere episódios semelhantes há mais de um ano, mas sem febre ou sinais de infecção sistêmica. Ao exame físico, há dor à palpação do quadrante superior direito, sem sinal de Murphy positivo. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total de 3,5 mg/dL (fração direta 2,8), elevação de GGT, FA e discreto aumento de transaminases. Ultrassonografia abdominal revela vesícula biliar com paredes espessadas, múltiplos cálculos e colédoco com 10 mm. A melhor conduta para essa paciente, nesse momento, será
  1. A)realizar colecistectomia videolaparoscópica imediata e alta hospitalar precoce.
  2. B)solicitar colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) para avaliação de coledocolitíase.
  3. C)iniciar antibioticoterapia empírica e aguardar resolução espontânea da icterícia.
  4. D)realizar CPRE imediata com retirada de cálculo, seguida de colecistectomia eletiva.
  5. E)indicar drenagem percutânea da vesícula biliar para descompressão urgente.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 10Cirurgia GeralTumor periampular (ampuloma)Dificil
Um paciente de 60 anos apresenta icterícia progressiva, colúria e prurido há duas semanas. Nega febre ou dor abdominal intensa. Ao exame físico, encontra-se ictérico, eupneico e normotenso. A ultrassonografia mostra dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas. A tomografia computadorizada de abdome evidencia massa de 2,5 cm na região ampular, sem invasão vascular, linfonodos aumentados ou metástases. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e a ecoendoscopia confirmam lesão localizada na papila de Vater. Biópsia endoscópica sugere adenocarcinoma bem diferenciado. Diante desse quadro clínico, a conduta terapêutica mais apropriada será
  1. A)colocação de stent biliar endoscópico e acompanhamento ambulatorial.
  2. B)radioterapia exclusiva com intenção curativa.
  3. C)duodenopancreatectomia (procedimento de Whipple) com linfadenectomia regional.
  4. D)pancreatectomia total com esplenectomia, por ser tumor de alto risco.
  5. E)quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia para reduzir o volume tumoral.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 11Cirurgia GeralCâncer gástricoMedia
Em sua enfermaria está um paciente de 73 anos, que tem perda ponderal de 15 kg em 4 meses, dor epigástrica persistente e vômitos pós-prandiais frequentes, é submetido à endoscopia digestiva alta, que revela lesão vegetante ulcerada no antro gástrico. A biópsia confirma adenocarcinoma gástrico pouco diferenciado. A tomografia de tórax, abdome e pelve demonstra linfonodomegalia retroperitoneal, ascite e nódulos hepáticos múltiplos. A laparoscopia diagnóstica confirma carcinomatose peritoneal, impossibilitando a ressecção cirúrgica. Na sessão clínica, a conduta a ser aplicada é discutida e concluiuse que, nesse caso, a melhor conduta será
  1. A)quimioterapia paliativa baseada em fluoropirimidina e platina, com objetivo de controle de sintomas e sobrevida.
  2. B)gastrectomia total com linfadenectomia D2, seguida de quimioterapia adjuvante.
  3. C)radioterapia curativa isolada com alta dose de precisão sobre o estômago e fígado.
  4. D)gastrojejunostomia profilática para prevenção de obstrução futura, sem necessidade de quimioterapia.
  5. E)imunoterapia com inibidores de checkpoint como monoterapia de primeira linha.
ENARE Pré-Requisito Cirurgia Plástica2026Questao 12Cirurgia GeralCâncer gástricoMedia
Homem de 63 anos apresenta perda ponderal de 10 kg, saciedade precoce e dor epigástrica nos últimos 3 meses. A endoscopia digestiva alta com biópsia revelou adenocarcinoma gástrico pouco diferenciado na pequena curvatura do antro. A tomografia de abdome e pelve com contraste não evidenciou metástases. A ecoendoscopia mostrou lesão comprometendo a submucosa e parte da muscular própria, com linfonodos regionais positivos. A classificação TNM foi T2N1M0. A conduta apropriada é
  1. A)iniciar quimioterapia paliativa com fluorouracil e cisplatina.
  2. B)iniciar imunoterapia com anti-PD1 seguida de gastrectomia total.
  3. C)apenas vigilância clínica, pois se trata de um tumor limitado à submucosa.
  4. D)indicar radioterapia isolada antes da cirurgia para reduzir o volume tumoral.
  5. E)realizar gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e considerar quimioterapia adjuvante.
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