Ginecologia e Obstetrícia · ENARE Pré-Requisito Mastologia

Questões de Ginecologia e Obstetrícia do ENARE Pré-Requisito Mastologia

80 questões de Ginecologia e Obstetrícia do ENARE Pré-Requisito Mastologia (2025–2026) para Residência Médica: os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Ginecologia e Obstetrícia no ENARE Pré-Requisito Mastologia (tópico × ano)

2025–2026
Topico20262025
Pré-eclâmpsia e eclâmpsia3
Aleitamento materno2
Hemorragia pós-parto2
Aborto previsto em lei1
Adaptações fisiológicas da gestação1
Adenomiose1
Adenomiose — diagnóstico1
Arboviroses na gestação1
Atendimento à vítima de violência sexual1
Atrofia vaginal e estrogenização pré-coleta1

Tópicos de Ginecologia e Obstetrícia que mais caem

  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia4% · 3 questões
  • Aleitamento materno3% · 2 questões
  • Hemorragia pós-parto3% · 2 questões
  • Aborto previsto em lei1% · 1 questão
  • Adaptações fisiológicas da gestação1% · 1 questão
  • Adenomiose1% · 1 questão
  • Adenomiose — diagnóstico1% · 1 questão
  • Arboviroses na gestação1% · 1 questão

Questões de Ginecologia e Obstetrícia do ENARE Pré-Requisito Mastologia

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ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 1Ginecologia e ObstetríciaImunização na gestaçãoMedia
Gestante de 27 anos, G2P1A0, com 9 semanas de gestação, comparece à consulta de primeira vez de pré-natal, quando recebe orientações sobre vacinação na gravidez. Ela está em boas condições clínicas, não tem comorbidades e refere já ter sido vacinada uma vez contra a covid-19, há 9 meses, ainda na gestação anterior. Com relação à vacina contra a covid-19 na gestação atual, assinale a afirmativa correta.
  1. A)A vacinação contra covid-19 está contraindicada na gestação e durante o aleitamento.
  2. B)A vacinação contra covid-19 na gestação não é necessária já que a última dose foi há menos de 12 meses.
  3. C)Deverá receber uma dose única da vacina contra covid-19 após 20 semanas de gestação.
  4. D)Deverá receber uma dose da vacina de covid-19 já na 9ª semana de gestação em que ela se encontra, podendo fazer o reforço após 6 meses.
  5. E)Deverá receber uma dose da vacina de covid-19 já na 9ª semana de gestação em que ela se encontra, com reforço programado para 3 e 6 meses de intervalo.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 2Ginecologia e ObstetríciaRotina do pré-natalFacil
Gestante procurou a Clínica da Família para iniciar seu pré-natal. Trata-se de primigesta, 22 anos de idade, sem comorbidades. Entre os exames de rotina pré-natal que foram solicitados para ela está a sorologia para
  1. A)rubéola.
  2. B)citomegalovírus.
  3. C)HTLV 1/2.
  4. D)brucelose.
  5. E)listeriose.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 3Ginecologia e ObstetríciaDireitos da gestante e parturienteFacil
Gestante a termo dá entrada em maternidade com queixas de contrações uterinas. Ao exame obstétrico, diagnosticou-se fase ativa do trabalho de parto. Ao ser encaminhada para o centro de parto, recebeu a orientação correta do médico plantonista de que
  1. A)não era permitida a presença de acompanhante durante o parto e o pós-parto.
  2. B)só era permitida a presença de acompanhante do sexo feminino após o parto.
  3. C)só era permitida a presença de acompanhante do sexo feminino durante o parto e após o parto.
  4. D)a presença de acompanhante de livre escolha da paciente era permitida apenas nos partos vaginais, mas não nas cesarianas.
  5. E)a presença de acompanhante de livre escolha da paciente era permitida tanto no parto vaginal quanto na cesariana e durante toda a internação na maternidade após o parto.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 4Ginecologia e ObstetríciaDistocia de ombroMedia
Durante o parto vaginal de uma paciente que optou por parir semissentada, após a saída da cabeça fetal, observou-se retração da cabeça contra o períneo (sinal da tartaruga) e falha na progressão do polo cefálico. Foi orientado o aumento do agachamento materno e realizada uma pressão suprapúbica, sem sucesso. A manobra externa mais adequada para essa situação é realizar
  1. A)reposicionamento da parturiente em quatro apoios.
  2. B)manobra de pressão no fundo uterino.
  3. C)tração axial da cabeça fetal para liberar a espádua anterior.
  4. D)pressão direta com os dedos sobre a face posterior do ombro fetal anterior em direção do tórax fetal.
  5. E)clidotomia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 5Ginecologia e ObstetríciaParto instrumental (fórceps)Media
Parturiente sem comorbidades pré-gestacional ou durante o prénatal, encontra-se exausta após 12 horas de trabalho de parto. A última ultrassonografia mostrava um peso estimado fetal de 4.100 g. Para abreviar o período expulsivo, seu obstetra pretende aplicar um fórcipe de Simpson para alívio. Para tal, a condição de praticabilidade do fórcipe deverá ser
  1. A)feto no plano I de Hodge.
  2. B)bolsa amniótica rota.
  3. C)apagamento cervical de 100% e dilatação de 9 cm.
  4. D)apresentação cefálica de face.
  5. E)variedade de posição occipito-transversa.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 6Ginecologia e ObstetríciaHemorragia pós-partoDificil
Parturiente de 18 anos, G1P0A0, apresentou quadro de préeclampsia durante a gestação, sem sinais de gravidade. No transcurso da 40ª semana de gestação, procurou a maternidade com forte dor pélvica que já durava 12 h e sangramento transvaginal de pequena monta, vermelho escuro. Foi imediatamente submetida à cesariana, estando a placenta inteiramente descolada na cavidade uterina e o feto morto. Após 1 h da cesariana, ainda na recuperação pós-anestésica, ela evoluiu com sangramento transvaginal abundante e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 80 × 40 mmHg, FC 120 bpm, extremidades frias). Ao exame físico, o útero encontrava-se normotônico e localizado na altura esperada. A paciente recebeu 1.500 mL de cristaloide, duas unidades de concentrado de hemácias e ocitocina em bomba de infusão, com pouca resposta e persistência do sangramento. Assinale a opção que indica o quadro dessa paciente e a melhor conduta para o caso.
  1. A)Ruptura uterina oculta e indicar laparotomia exploradora.
  2. B)Atonia uterina refratária e iniciar misoprostol e massagem uterina.
  3. C)Coagulopatia de consumo e solicitar coagulograma e iniciar reposição com plaquetas e fatores de coagulação.
  4. D)Inversão uterina subaguda e realizar reposicionamento manual sob analgesia adequada.
  5. E)Hematoma retroperitoneal e solicitar tomografia e manejo conservador com suporte hemodinâmico.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 7Ginecologia e ObstetríciaInfecção puerperalDificil
Nutriz de 28 anos, G2P2, comparece ao pronto-socorro no 4º dia do puerpério após cesariana por desproporção cefalopélvica. Queixa-se de febre diária (até 39,2 C), com calafrios, dor abdominal difusa e loquiação fétida. Ao exame, encontra-se febril (38,9 C), taquicárdica (112 bpm), com dor à palpação do hipogástrio. A ferida operatória está com bom aspecto. O útero encontrava-se aumentado e subinvoluído à palpação abdominal. Exames laboratoriais: leucograma: 18.500/mm³ com desvio à esquerda, PCR: 185 mg/L. Ultrassonografia abdominal pélvica mostrou útero aumentado com conteúdo heterogêneo intracavitário, sem gás, com espessamento endometrial, sem coleções abdominais. Foram colhidas urocultura e hemocultura e iniciada antibioticoterapia venosa com clindamicina e gentamicina. Após 72 h do antibiótico, a paciente mantinha febre, apesar de boa resposta hemodinâmica. Ambas as culturas vieram negativas. A principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta para esta paciente neste momento são, respectivamente,
  1. A)endometrite puerperal com foco persistente, manter antibióticos.
  2. B)infecção de ferida operatória profunda, solicitar TC de abdome e considerar drenagem cirúrgica.
  3. C)abscesso tubo-ovariano pós-parto, solicitar ressonância pélvica e avaliar necessidade de drenagem.
  4. D)tromboflebite pélvica séptica, iniciar heparina associada a antibioticoterapia.
  5. E)necrose uterina séptica, indicar histerectomia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 8Ginecologia e ObstetríciaArboviroses na gestaçãoDificil
Gestante de 31 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, procura atendimento com história de febre alta há 3 dias, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia intensa e náuseas. Relata diminuição da movimentação fetal nas últimas 12 horas. Ao exame, apresenta-se febril (38,5 C), com pressão arterial de 80 × 50 mmHg, pulso 108 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, presença de petéquias em membros inferiores e dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hematócrito: 42% (aumento em relação ao basal de 35%), plaquetas: 85.000/mm³, TGO: 145 U/L, TGP: 130 U/L, teste rápido NS1 positivo, proteinúria ausente. Doppler obstétrico: mostrou centralização da circulação fetal e a cardiotocografia mostrou reatividade ausente, variabilidade mínima. Considerando a condição apresentada pela gestante, a sua classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde e a melhor conduta obstétrica neste momento são
  1. A)dengue com sinais de alarme, manter hidratação venosa rigorosa e vigilância materno-fetal em enfermaria.
  2. B)dengue grave, admissão em UTI, estabilização hemodinâmica e antecipação do parto com cuidados obstétricos apropriados a idade gestacional.
  3. C)dengue clássica, tratar como ambulatorial com hidratação oral e seguimento obstétrico próximo.
  4. D)dengue com sinais de alarme, iniciar corticoide para melhora do quadro materno e aguardar estabilização.
  5. E)dengue grave, iniciar esquema antibiótico amplo e administrar imunoglobulina IV pela plaquetopenia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 9Ginecologia e ObstetríciaAborto previsto em leiMedia
Adolescente de 13 anos, acompanhada da mãe, procura a emergência obstétrica relatando ter sido vítima de estupro por um conhecido da família há cerca de 2 meses. Refere atraso menstrual de 5 dias, náuseas e desconforto abdominal. O teste rápido de gravidez é positivo, mas a idade gestacional da ultrassonografia não bate com a data do relato do estupro. Ao ser acolhida por equipe multiprofissional, a adolescente manifesta expressamente o desejo de interromper a gestação. A mãe também concorda com o procedimento. Todavia, a diretora técnica da unidade alega que o aborto não tem respaldo legal uma vez que a data relatada da violência não bate com a idade gestacional. Além disso, a diretora refere também objeção de consciência institucional e diz que o procedimento não será realizado ali. Com base na legislação brasileira e nas diretrizes técnicas do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada nesse caso é
  1. A)não realizar o aborto, porque a Constituição brasileira garante a objeção de consciência institucional, devendo a paciente ser transferida de unidade.
  2. B)não realizar o aborto, já que a idade gestacional não coincide com a data do relato da violência, perdendo o amparo legal dos casos de estupro.
  3. C)encaminhar a paciente ao Instituto Médico Legal para comprovação do estupro antes da autorização do aborto legal.
  4. D)solicitar autorização judicial, pois a paciente é menor de idade, mesmo com o consentimento da mãe.
  5. E)realizar o aborto legal imediatamente, com termo de consentimento assinado pela paciente e responsável, sem necessidade de boletim de ocorrência.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 10Ginecologia e ObstetríciaProlapso de cordão umbilicalMedia
Gestante de 35 anos, G4P2A1, com 38 semanas de gestação, dá entrada em fase ativa de trabalho de parto com 6 cm de dilatação, bolsa íntegra, e feto único em apresentação pélvica. Durante o exame vaginal, ocorre ruptura acidental da bolsa amniótica com saída de líquido claro. Imediatamente após o exame, a paciente refere sensação súbita de pressão perineal intensa. Ao toque, o obstetra identifica uma estrutura pulsátil no canal vaginal, e a cardiotocografia mostra bradicardia fetal sustentada (FCF 80 bpm) por mais de 5 minutos. A conduta adequada nesse momento é
  1. A)colocar a paciente em posição de prece maometana e aguardar progressão do parto vaginal.
  2. B)realizar elevação manual da apresentação fetal e preparo urgente para cesariana.
  3. C)induzir o parto vaginal, desde que o monitoramento contínuo esteja disponível.
  4. D)administrar ocitocina para acelerar o parto a fim de reduzir o tempo de sofrimento fetal.
  5. E)aplicar vácuo-extrator para acelerar o nascimento.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 11Ginecologia e ObstetríciaDiabetes e gestaçãoDificil
Gestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde a infância, dá entrada no pronto atendimento com queixa de náuseas, vômitos, fraqueza intensa e redução da movimentação fetal nas últimas 24 horas. Relata infecção urinária em tratamento com antibiótico há 2 dias. Ao exame: PA 100 × 70 mmHg, FC 122 bpm, FR 26 irpm, temperatura 37,8 C, desidratada, soporosa e taquipneica (respiração de Kussmaul). A palpação obstétrica revelou ausência de atividade uterina. Ausculta fetal com BCF 160 bpm. Exames laboratoriais: glicemia capilar: 260 mg/dL, gasometria venosa: pH 7,18; HCO₃⁻: 11 mEq/L; pCO₂: 28 mmHg, cetonemia positiva (+++), potássio sérico: 4,5 mEq/L, creatinina: 1,3 mg/dL, EAS: piúria (++), nitrito positivo. Ultrassonografia obstétrica mostrava feto único, BCF presente, movimento fetal discreto, líquido amniótico normal. A conduta adequada para essa gestante é
  1. A)iniciar hidratação com solução fisiológica 0,9%, insulinoterapia venosa contínua, monitorar eletrólitos e manter tratamento da infecção de base.
  2. B)iniciar infusão de bicarbonato de sódio venoso imediatamente para proteger o feto da acidose.
  3. C)iniciar insulinoterapia subcutânea de ação rápida e aguardar resposta clínica antes de medidas adicionais.
  4. D)suspender a antibioticoterapia em curso e aguardar melhora metabólica antes de retornar com o antimicrobiano.
  5. E)indicar interrupção imediata da gestação por cesariana devido ao risco fetal iminente.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 12Ginecologia e ObstetríciaGravidez ectópicaMedia
Paciente de 26 anos, G1P0, com história de ciclos regulares e sem uso de contraceptivo, procura atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento com dor pélvica leve e discreto sangramento transvaginal há 4 dias. Relata atraso menstrual de 6 semanas. Ao exame físico: encontra-se hemodinamicamente estável, sem dor à palpação profunda e sem sinais de irritação peritoneal. O toque vaginal evidencia útero de tamanho normal e ausência de dor em sua mobilização. A ultrassonografia pélvica-transvaginal mostra endométrio fino, ausência de saco gestacional intrauterino e imagem anexial à direita de 18 mm, sem líquido livre em fundo de saco. Exames laboratoriais: gonadotrofina coriônica humana (hCG) inicial: 870 UI/L, hemograma: normal, tipagem sanguínea: O Rh positivo, função hepática e renal: normais. A paciente foi internada para observação e repetiu o hCG em 48 h, cujo resultado foi 690 UI/L. Diante desse cenário, a melhor conduta para essa paciente é
  1. A)acompanhar ambulatorialmente com dosagem seriada de hCG e ultrassonografia.
  2. B)solicitar nova dosagem de hCG em 24 h e indicar laparotomia se o valor não reduzir pelo menos 50%.
  3. C)iniciar tratamento com metotrexato intramuscular em dose única.
  4. D)realizar curetagem uterina diagnóstica.
  5. E)indicar laparoscopia diagnóstica imediata.
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