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ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 1Ginecologia e ObstetríciaImunização na gestaçãoMediaGestante de 27 anos, G2P1A0, com 9 semanas de gestação, comparece à consulta de primeira vez de pré-natal, quando recebe orientações sobre vacinação na gravidez. Ela está em boas condições clínicas, não tem comorbidades e refere já ter sido vacinada uma vez contra a covid-19, há 9 meses, ainda na gestação anterior. Com relação à vacina contra a covid-19 na gestação atual, assinale a afirmativa correta.
- A)A vacinação contra covid-19 está contraindicada na gestação e durante o aleitamento.
- B)A vacinação contra covid-19 na gestação não é necessária já que a última dose foi há menos de 12 meses.
- C)Deverá receber uma dose única da vacina contra covid-19 após 20 semanas de gestação.
- D)Deverá receber uma dose da vacina de covid-19 já na 9ª semana de gestação em que ela se encontra, podendo fazer o reforço após 6 meses.
- E)Deverá receber uma dose da vacina de covid-19 já na 9ª semana de gestação em que ela se encontra, com reforço programado para 3 e 6 meses de intervalo.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 2Ginecologia e ObstetríciaRotina do pré-natalFacilGestante procurou a Clínica da Família para iniciar seu pré-natal. Trata-se de primigesta, 22 anos de idade, sem comorbidades. Entre os exames de rotina pré-natal que foram solicitados para ela está a sorologia para
- A)rubéola.
- B)citomegalovírus.
- C)HTLV 1/2.
- D)brucelose.
- E)listeriose.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 3Ginecologia e ObstetríciaDireitos da gestante e parturienteFacilGestante a termo dá entrada em maternidade com queixas de contrações uterinas. Ao exame obstétrico, diagnosticou-se fase ativa do trabalho de parto. Ao ser encaminhada para o centro de parto, recebeu a orientação correta do médico plantonista de que
- A)não era permitida a presença de acompanhante durante o parto e o pós-parto.
- B)só era permitida a presença de acompanhante do sexo feminino após o parto.
- C)só era permitida a presença de acompanhante do sexo feminino durante o parto e após o parto.
- D)a presença de acompanhante de livre escolha da paciente era permitida apenas nos partos vaginais, mas não nas cesarianas.
- E)a presença de acompanhante de livre escolha da paciente era permitida tanto no parto vaginal quanto na cesariana e durante toda a internação na maternidade após o parto.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 4Ginecologia e ObstetríciaDistocia de ombroMediaDurante o parto vaginal de uma paciente que optou por parir semissentada, após a saída da cabeça fetal, observou-se retração da cabeça contra o períneo (sinal da tartaruga) e falha na progressão do polo cefálico. Foi orientado o aumento do agachamento materno e realizada uma pressão suprapúbica, sem sucesso. A manobra externa mais adequada para essa situação é realizar
- A)reposicionamento da parturiente em quatro apoios.
- B)manobra de pressão no fundo uterino.
- C)tração axial da cabeça fetal para liberar a espádua anterior.
- D)pressão direta com os dedos sobre a face posterior do ombro fetal anterior em direção do tórax fetal.
- E)clidotomia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 5Ginecologia e ObstetríciaParto instrumental (fórceps)MediaParturiente sem comorbidades pré-gestacional ou durante o prénatal, encontra-se exausta após 12 horas de trabalho de parto. A última ultrassonografia mostrava um peso estimado fetal de 4.100 g. Para abreviar o período expulsivo, seu obstetra pretende aplicar um fórcipe de Simpson para alívio. Para tal, a condição de praticabilidade do fórcipe deverá ser
- A)feto no plano I de Hodge.
- B)bolsa amniótica rota.
- C)apagamento cervical de 100% e dilatação de 9 cm.
- D)apresentação cefálica de face.
- E)variedade de posição occipito-transversa.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 6Ginecologia e ObstetríciaHemorragia pós-partoDificilParturiente de 18 anos, G1P0A0, apresentou quadro de préeclampsia durante a gestação, sem sinais de gravidade. No transcurso da 40ª semana de gestação, procurou a maternidade com forte dor pélvica que já durava 12 h e sangramento transvaginal de pequena monta, vermelho escuro. Foi imediatamente submetida à cesariana, estando a placenta inteiramente descolada na cavidade uterina e o feto morto. Após 1 h da cesariana, ainda na recuperação pós-anestésica, ela evoluiu com sangramento transvaginal abundante e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 80 × 40 mmHg, FC 120 bpm, extremidades frias). Ao exame físico, o útero encontrava-se normotônico e localizado na altura esperada. A paciente recebeu 1.500 mL de cristaloide, duas unidades de concentrado de hemácias e ocitocina em bomba de infusão, com pouca resposta e persistência do sangramento. Assinale a opção que indica o quadro dessa paciente e a melhor conduta para o caso.
- A)Ruptura uterina oculta e indicar laparotomia exploradora.
- B)Atonia uterina refratária e iniciar misoprostol e massagem uterina.
- C)Coagulopatia de consumo e solicitar coagulograma e iniciar reposição com plaquetas e fatores de coagulação.
- D)Inversão uterina subaguda e realizar reposicionamento manual sob analgesia adequada.
- E)Hematoma retroperitoneal e solicitar tomografia e manejo conservador com suporte hemodinâmico.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 7Ginecologia e ObstetríciaInfecção puerperalDificilNutriz de 28 anos, G2P2, comparece ao pronto-socorro no 4º dia do puerpério após cesariana por desproporção cefalopélvica. Queixa-se de febre diária (até 39,2 C), com calafrios, dor abdominal difusa e loquiação fétida. Ao exame, encontra-se febril (38,9 C), taquicárdica (112 bpm), com dor à palpação do hipogástrio. A ferida operatória está com bom aspecto. O útero encontrava-se aumentado e subinvoluído à palpação abdominal. Exames laboratoriais: leucograma: 18.500/mm³ com desvio à esquerda, PCR: 185 mg/L. Ultrassonografia abdominal pélvica mostrou útero aumentado com conteúdo heterogêneo intracavitário, sem gás, com espessamento endometrial, sem coleções abdominais. Foram colhidas urocultura e hemocultura e iniciada antibioticoterapia venosa com clindamicina e gentamicina. Após 72 h do antibiótico, a paciente mantinha febre, apesar de boa resposta hemodinâmica. Ambas as culturas vieram negativas. A principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta para esta paciente neste momento são, respectivamente,
- A)endometrite puerperal com foco persistente, manter antibióticos.
- B)infecção de ferida operatória profunda, solicitar TC de abdome e considerar drenagem cirúrgica.
- C)abscesso tubo-ovariano pós-parto, solicitar ressonância pélvica e avaliar necessidade de drenagem.
- D)tromboflebite pélvica séptica, iniciar heparina associada a antibioticoterapia.
- E)necrose uterina séptica, indicar histerectomia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 8Ginecologia e ObstetríciaArboviroses na gestaçãoDificilGestante de 31 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, procura atendimento com história de febre alta há 3 dias, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia intensa e náuseas. Relata diminuição da movimentação fetal nas últimas 12 horas. Ao exame, apresenta-se febril (38,5 C), com pressão arterial de 80 × 50 mmHg, pulso 108 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, presença de petéquias em membros inferiores e dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hematócrito: 42% (aumento em relação ao basal de 35%), plaquetas: 85.000/mm³, TGO: 145 U/L, TGP: 130 U/L, teste rápido NS1 positivo, proteinúria ausente. Doppler obstétrico: mostrou centralização da circulação fetal e a cardiotocografia mostrou reatividade ausente, variabilidade mínima. Considerando a condição apresentada pela gestante, a sua classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde e a melhor conduta obstétrica neste momento são
- A)dengue com sinais de alarme, manter hidratação venosa rigorosa e vigilância materno-fetal em enfermaria.
- B)dengue grave, admissão em UTI, estabilização hemodinâmica e antecipação do parto com cuidados obstétricos apropriados a idade gestacional.
- C)dengue clássica, tratar como ambulatorial com hidratação oral e seguimento obstétrico próximo.
- D)dengue com sinais de alarme, iniciar corticoide para melhora do quadro materno e aguardar estabilização.
- E)dengue grave, iniciar esquema antibiótico amplo e administrar imunoglobulina IV pela plaquetopenia.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 9Ginecologia e ObstetríciaAborto previsto em leiMediaAdolescente de 13 anos, acompanhada da mãe, procura a emergência obstétrica relatando ter sido vítima de estupro por um conhecido da família há cerca de 2 meses. Refere atraso menstrual de 5 dias, náuseas e desconforto abdominal. O teste rápido de gravidez é positivo, mas a idade gestacional da ultrassonografia não bate com a data do relato do estupro. Ao ser acolhida por equipe multiprofissional, a adolescente manifesta expressamente o desejo de interromper a gestação. A mãe também concorda com o procedimento. Todavia, a diretora técnica da unidade alega que o aborto não tem respaldo legal uma vez que a data relatada da violência não bate com a idade gestacional. Além disso, a diretora refere também objeção de consciência institucional e diz que o procedimento não será realizado ali. Com base na legislação brasileira e nas diretrizes técnicas do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada nesse caso é
- A)não realizar o aborto, porque a Constituição brasileira garante a objeção de consciência institucional, devendo a paciente ser transferida de unidade.
- B)não realizar o aborto, já que a idade gestacional não coincide com a data do relato da violência, perdendo o amparo legal dos casos de estupro.
- C)encaminhar a paciente ao Instituto Médico Legal para comprovação do estupro antes da autorização do aborto legal.
- D)solicitar autorização judicial, pois a paciente é menor de idade, mesmo com o consentimento da mãe.
- E)realizar o aborto legal imediatamente, com termo de consentimento assinado pela paciente e responsável, sem necessidade de boletim de ocorrência.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 10Ginecologia e ObstetríciaProlapso de cordão umbilicalMediaGestante de 35 anos, G4P2A1, com 38 semanas de gestação, dá entrada em fase ativa de trabalho de parto com 6 cm de dilatação, bolsa íntegra, e feto único em apresentação pélvica. Durante o exame vaginal, ocorre ruptura acidental da bolsa amniótica com saída de líquido claro. Imediatamente após o exame, a paciente refere sensação súbita de pressão perineal intensa. Ao toque, o obstetra identifica uma estrutura pulsátil no canal vaginal, e a cardiotocografia mostra bradicardia fetal sustentada (FCF 80 bpm) por mais de 5 minutos. A conduta adequada nesse momento é
- A)colocar a paciente em posição de prece maometana e aguardar progressão do parto vaginal.
- B)realizar elevação manual da apresentação fetal e preparo urgente para cesariana.
- C)induzir o parto vaginal, desde que o monitoramento contínuo esteja disponível.
- D)administrar ocitocina para acelerar o parto a fim de reduzir o tempo de sofrimento fetal.
- E)aplicar vácuo-extrator para acelerar o nascimento.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 11Ginecologia e ObstetríciaDiabetes e gestaçãoDificilGestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde a infância, dá entrada no pronto atendimento com queixa de náuseas, vômitos, fraqueza intensa e redução da movimentação fetal nas últimas 24 horas. Relata infecção urinária em tratamento com antibiótico há 2 dias. Ao exame: PA 100 × 70 mmHg, FC 122 bpm, FR 26 irpm, temperatura 37,8 C, desidratada, soporosa e taquipneica (respiração de Kussmaul). A palpação obstétrica revelou ausência de atividade uterina. Ausculta fetal com BCF 160 bpm. Exames laboratoriais: glicemia capilar: 260 mg/dL, gasometria venosa: pH 7,18; HCO₃⁻: 11 mEq/L; pCO₂: 28 mmHg, cetonemia positiva (+++), potássio sérico: 4,5 mEq/L, creatinina: 1,3 mg/dL, EAS: piúria (++), nitrito positivo. Ultrassonografia obstétrica mostrava feto único, BCF presente, movimento fetal discreto, líquido amniótico normal. A conduta adequada para essa gestante é
- A)iniciar hidratação com solução fisiológica 0,9%, insulinoterapia venosa contínua, monitorar eletrólitos e manter tratamento da infecção de base.
- B)iniciar infusão de bicarbonato de sódio venoso imediatamente para proteger o feto da acidose.
- C)iniciar insulinoterapia subcutânea de ação rápida e aguardar resposta clínica antes de medidas adicionais.
- D)suspender a antibioticoterapia em curso e aguardar melhora metabólica antes de retornar com o antimicrobiano.
- E)indicar interrupção imediata da gestação por cesariana devido ao risco fetal iminente.
ENARE Pré-Requisito Mastologia2026Questao 12Ginecologia e ObstetríciaGravidez ectópicaMediaPaciente de 26 anos, G1P0, com história de ciclos regulares e sem uso de contraceptivo, procura atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento com dor pélvica leve e discreto sangramento transvaginal há 4 dias. Relata atraso menstrual de 6 semanas. Ao exame físico: encontra-se hemodinamicamente estável, sem dor à palpação profunda e sem sinais de irritação peritoneal. O toque vaginal evidencia útero de tamanho normal e ausência de dor em sua mobilização. A ultrassonografia pélvica-transvaginal mostra endométrio fino, ausência de saco gestacional intrauterino e imagem anexial à direita de 18 mm, sem líquido livre em fundo de saco. Exames laboratoriais: gonadotrofina coriônica humana (hCG) inicial: 870 UI/L, hemograma: normal, tipagem sanguínea: O Rh positivo, função hepática e renal: normais. A paciente foi internada para observação e repetiu o hCG em 48 h, cujo resultado foi 690 UI/L. Diante desse cenário, a melhor conduta para essa paciente é
- A)acompanhar ambulatorialmente com dosagem seriada de hCG e ultrassonografia.
- B)solicitar nova dosagem de hCG em 24 h e indicar laparotomia se o valor não reduzir pelo menos 50%.
- C)iniciar tratamento com metotrexato intramuscular em dose única.
- D)realizar curetagem uterina diagnóstica.
- E)indicar laparoscopia diagnóstica imediata.